Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Ribeira de Talaíde no Virtual Earth

Como postámos ontem as propostas feitas pelas nossas colegas d PART para a zona  da Ribeira de Talaíde, hoje decidimos colocar no blogue uma imagem, pelo Virtual Earth, deste afluente da Ribeira da Lage.


Como é óbvio não se vê toda a ribeira, apenas uma pequena parte, perto do jardim e onde está a tal ponte de tábuas, elo de ligação entre as duas margens. Como se pode ver a Ribeira não é muito larga mas não é por isso que deixa de ser importante!

 

Aqui está a imagem:

 

 

 

publicado por Ecopolis10 às 19:37

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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Propostas para a Ribeira de Talaíde - por colegas do PART

Pedimos às nossas colegas que trabalham no PART que escrevessem um texto que identificasse os principais problemas da Ribeira de Talaíde e que mostrasse as soluções propostas para esta zona da freguesia. Isto foi pedido às nossas colegas pois elas estão a trabalhar em pormenor nesta zona da Ribeira logo têm mais conhecimento sobre o assunto.

 

Elas escreveram um texto muito completo que vamos aqui postar:


"Introdução:


Após várias visitas à ribeira, identificámos os principais problemas da área:

 

  • A poluição (sacos de plástico, garrafas, latas, etc) existente nas margens e leito da Ribeira: Pensamos que este problema será minorado assim que a zona envolvente for melhorada, já que a população passará a usufruir mais do lugar, vendo-o como um local a preservar e manter limpo.
  •  

  • A falta de uma ponte permanente para peões no jardim: embora no local exista uma ponte provisória, feita por alguém da localidade, esta não oferece segurança aos utentes, para além de que, nos dias mais chuvosos, se torna impossível passar por ela.
  • Zonas Degradadas: Existem várias zonas degradadas ou subaproveitadas ao longo da ribeira: mais a jusante, mesmo à beira da estrada, existe uma casa que se encontra abandonada e degradada, praticamente no centro de Talaíde; a zona da margem direita do jardim que é actualmente um descampado; a zona mais a montante (após o jardim) onde se encontram as hortas, mas que se encontra, também, com detritos;

A par com estes problemas surgem também as várias potencialidades da zona:

 

O Jardim: Já no ano anterior (2007) tinha sido iniciada a construção de uma parte ajardinada na margem da Ribeira. Actualmente possui já bancos, papeleiras e um parque infantil, para além do ringue, e é usado frequentemente pela população como espaço de lazer.

  • As Hortas: Embora sejam também responsáveis por parte da poluição e degradação, pensamos que são uma mais valia, já que são uma forma da população usufruir da ribeira, estando em estreito contacto com ela.
  • O moinho: Praticamente no limite a montante do nosso troço encontra-se um moinho abandonado e que já não funciona. No entanto poderia ser novamente restaurado e a sua água usada nas hortas ou, se fosse possível implementar algo semelhante perto do jardim, usar a água para a sua rega.

Tendo em conta estes factores, a nossa proposta ia no sentido de dividir a zona considerada em três partes: uma zona ajardinada, uma zona que preserve o ecossistema ripícola natural e uma zona de hortas.

 

Jardim:


Como já referimos, esta tem sido a zona que tem sido construída ao longo dos últimos dois anos. É uma zona de grande importância para a população que assim pode ter um espaço ao ar livre para o lazer, combatendo não só o stress como o estilo de vida sedentário. É no entanto importante tentar manter um equilíbrio entre o ecossistema da ribeira e as actividades desenvolvidas perto e ao longo dela.

Tendo isto em conta, é necessário um especial cuidado com a flora introduzida nesta área. O ideal seria optar por espécies autóctones, que não só são mais resistentes, como também proporcionam abrigo e alimentos aos animais ali existentes. Por outro lado, e como é praticamente impossível ter um jardim sem relva, espécie que gasta muita água, era interessante tentar aproveitar a água da própria Ribeira para a rega (como aliás já se faz nas hortas).

Quanto a equipamentos, pensamos que seria interessante dotar o jardim de um pequeno circuito de manutenção, de forma a incentivar a prática de exercício físico. Outro equipamento essencial é também uma ponte fixa que permita a passagem entre as duas margens. E, porque não, tirando o máximo de partido da ponte, aumentar a parte ajardinada também para a outra margem, envolvendo completamente a ribeira nesse jardim.

 

Zona Verde:

 

O objectivo para esta zona seria mantê-la o mais natural possível, de modo a preservar a flora natural da ribeira e de modo a que os animais pudessem ter ume spaço mais calmo para se abrigar e alimentar. Esta zona teria também uma vertente pedagógica, já que permitiria à população contactar mais de perto com um ecossistema natural. Esta zona teria primeiro que ser intervencionada, delimitando-a e eliminando-se ao máximo as espécies invasoras (na maior parte as canas). Após esta intervenção esta zona exigiria poucos cuidados, já que o ideal é que o ecossistema se desenvolva sem a intervenção humana. Para que a população pudesse também usufruir desta zona seria importante fazer um caminho dentro dela acompanhada por placas explicativas e identificadoras de várias espécies.

 

Zona de Hortas:


Como já dissemos anteriormente, pensamos que uma parte das margens da ribeira devia ser dedicada à "agricultura urbana", não só porque é já essa a sua ocupação actual como também porque traz vários benefícios à população. Para alguns esta é uma actividade lúdica e que permite continuar a ter algum contacto com o meio "rural", enquanto que para famílias mais desfavorecidas as hortas são uma fonte de alimentos e de rendimentos.

Pensamos que seria importante aproveitar o antigo moinho e recuperá-lo para que os agricultores pudessem mais facilmente obter água da ribeira, assim como fornecer outros apoios necessários para a construção de cercas e casas de abrigo, de modo a minorar o aspecto degradado. Isto não só melhoraria a actividade dos agricultores como os responsabilizava por manter o seu espaço limpo e cuidado, contribuindo para uma menor poluição da ribeira.

 

Conclusão:

 

Uma vez que todas estas actividades giram em torno da ribeira é óbvio que a qualidade da sua água é um factor essencial para o bem estar da população, já que pode ser um foco de doenças. Por isso seria necessário analisar com regularidade os vários parametros físico-quimicos e também fazer algum tpo de monotorização do troço de modo a garantir que não há abusos por parte de ninguém e que os habitantes da Ribeira são respeitados."

 

 

Foi esta a reflexão que as nossas colegas fizeram mostrando o que se pode fazer pelo bem-estar da natureza e da população.

 

 

 

 

sinto-me:
publicado por Ecopolis10 às 14:47

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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

2ª monitorização à ribeira de Talaíde

Objectivos:

 

No dia 14 de Fevereiro de 2008, o grupo do PART (Ana Filipa, Joana Gomes e Vera Patrício) voltou  à Ribeira de Talaíde, acompanhadas pela professora Susana Bulcão.

Continuando a monitorização anterior, esta segunda visita tinha como objectivos reconhecer o troço a adoptar e voltar a fazer algumas medições e observações em parte do troço já percorrido para ver se havia grandes mudanças.

 

As hortas

Conclusões:

 

Notámos com agrado que a pequena parte jardinada continua a evoluir e já está a ser construida lá uma parque infantil. Esperemos que não se esqueçam dos caixotes do lixo!

Quanto á ribeira verificamos que mantêm as mesmas caracteristicas fisicas (água limpida, sem cheiros, estreita, com vertentes bastante acentuadas) que no troço anteriormente visitado (para jusante).

Mas ao contrário do troço anterior, aqui já se pratica a agricultura.

No nosso ponto de vista esta utilização não é negativa em si, já que se trata de aproveitar os recursos naturais da zona, usufruir da ribeira, o que é negativo é a forma anárquica como é feita. Ao serem usados desperdícios, por exemplo,na construção das cercas perde-se a noção do que é lixo de facto e do que poderá estar a ser reutilizado. Este é um ponto difícil de melhorar já que por um lado achamos que se deve preservar o direito das pessoas da localidade de usufruírem da ribeira, mas por outro há que mantê-la limpa e preservar o seu ecossistema.

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publicado por Ecopolis10 às 12:53

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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Entrevista a professora Ana Formoselle

No dia 24 de Janeiro fizera uma entreviste á professora Ana Formoselle, que está ligada ao projecto rios e á UNESCO. A professora Ana informou-nos que este projecto surgiu em 2003 porque era o ano internacional da água doce. “Das várias ideias propostas pela UNESCO, a escola decidiu adoptar a Ribeira da Lage e daí surgiu a ideia de entrar no concurso Oeiras Inova, e dar-lhe um nome apelativo.” E depois foi só propor o parque ecológico. Este projecto foi concebido com a ajuda dos professores de História e geografia e com alguns alunos do 8º e 9º anos. Para a preparação do projecto a professora Ana disse-nos que houve “visitas de estudo com eles á Ribeira, mas apenas aprofundámos a parte da fauna e da flora.” Pergunta-mos, curiosos, como tenha surgido o projecto e a professora respondeu-nos “mapas e percursos que já existiam, a do jardim, do Palácio do Marquês, que já tem percursos que os serpenteiam e passam na Estação Agronómica, ao longo da Ribeira. Nós pensamos em prolongar os percursos até à escola, daí o projecto. Esta é uma escola no meio do campo e assim passaria a não ser.” Por fim pergunta-mos se o projecto se ia realizar ao que a professora Ana Formoselle respondeu “A câmara já está envolvida nisso com o Parque Temático do Marquês. Não é parque Ecológico mas temático, que também chama a atenção e é uma forma de tomar conta de toda aquela zona. Aos poucos vão concretizar o projecto pegando em algumas das ideias propostas.”
sinto-me:
publicado por Ecopolis10 às 11:24

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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Conclusoes das análises à àgua

Como prometido a pesquisa foi concluida.

O Dr. Pedro Teiga e o Dr. Domingos Leitão mandaram-nos um e-mail com as classificações dos cursos de água superficiais

 

 

PARÂMETRO:

UNIDADES:

MÉTODO DE CÁLCULO

A

B

C

D

E

Excelente

Boa

Razoável

Muito má

PERCENTIL

FREQUÊNCIA

MIN

MAX

MIN

MAX

MIN

MAX

MIN

MAX

-

Azoto amoniacal

mg/l NH4

 85

 8

 -

 0.5

 -

 1.5

 -

 2.5

 -

  4

  >4

Condutividade

µS/cm, 20ºC

 85

 8

 -

 750

 -

 1000

 -

 1500

 -

  3000

  >3000

Nitratos

mg/l NO3

 85

 8

 -

 5

 -

 25

 -

 50

 -

  80

  >80

Oxigénio dissolvido (sat)

% Saturação de O2

 85

 8

 90

 -

 70

 -

 50

 -

 30

  -

  <30

pH

Escala Sorensen

 85

 8

 6.5

 8.5

 5.5

 9

 5

 10

 4.5

  11

  >11

 

            Comparando os valores das análises com os valores ideais quanto a presença de azoto amoniacal o troço da ribeira de Talaíde está em má condição. Quanto à saturação de oxigénio e presença de nitratos está em boa condição e ao pH e à condutividade está excelente.

Como não temos acesso a valores ideais de mais testes de qualidade da água só podemos fazer estas poucas comparações.

Podemos com estas comparações concluir que a ribeira está em condições razoáveis, mas esperamos que no fim deste projecto a ribeira esteja em condições excelentes, a todos os níveis.

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publicado por Ecopolis10 às 13:14

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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

Análises à água da Ribeira de Talaíde

 

 

Ainda no período passado tínhamos pedido ao Dr. Domingos Leitão, que trabalha na Câmara de Oeiras na parte ambiental e nos tem ajudado ao longo do nosso trabalho, se era possível que a câmara fizesse algumas análises físico-químicas à água da ribeira. Ele prontamente contactou os SMAS que se disponibilizaram a fazer as análises. Assim no dia 8 de Janeiro um responsável do laboratório dirigiu-se á nossa escola e perguntou-nos onde queríamos que a água fosse recolhida. Pedimos-lhe que fizesse a recolha perto da ponte rodoviária de Talaíde, o ponto mais a jusante da nossa monitorização. Hoje chegaram os resultados das análises que publicamos aqui:

 

 

Parâmetros

Resultados

Unidades

Azoto amoniacal

<3.0

mg/L NH4

Nitratos

10.0

mg/L NO3

Condutividade

600

mS/cm

pH

7.5

Unidade de pH

Temperatura

17

ºC

Oxigénio Dissolvido

8.2

mg/L O2

Temp. Determinação do O2 D

16

ºC

Salinidade

0.3

dS/m

Nitritos

0.3

mg/L NO2

 

Estamos agora pesquisar os valores de referência existentes para este tipo de ecossistemas de modo a podermos compará-los com os nossos valores!

 

 

 

 

 

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publicado por Ecopolis10 às 12:36

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